O CIF foi um dos grandes impulsionadores do desporto feminino em Portugal?
O CIF, para além de introdutor de muitas modalidades desportivas em Portugal, foi um grande dinamizador da prática de muitas delas. Mas este pioneirismo, a par da maneira como o CIF sempre encarou a prática desportiva, levou-o a contribuir também para a visibilidade e aceitação do desporto feminino.

São muitas as modalidades em que o CIF contou com a participação de equipas femininas na disputa de competições nacionais, em algumas delas com grande brilho.
Das mais antigas conta-se o Hóquei em Campo feminino, em 1910. Neste caso, com a particularidade do CIF ter sido o primeiro Clube português de Hóquei em Campo feminino a internacionalizar-se com uma deslocação à Holanda para defrontar uma equipa Holandesa.
Nos anos trinta, e como atesta o “Mundo Desportivo”, o CIF tinha uma numerosa equipa de atletismo feminina.
No Ténis, nos anos trinta, temos o orgulho de ter tido, a que foi por muitos considerada, a melhor Tenista portuguesa de todos os tempos, Angélica Plantier. O seu valor e admiração estão bem patentes no dossier que recebeu, de reconhecimento e apreço, subscrito por mais de trezentos tenistas seus admiradores, aquando da sua retirada das competições.
Mas o CIF teve outras Tenistas de enorme valia e dimensão, como foram os casos de Maria Teresa da Cunha, Gabriela Catarino e Joana Herédia.
Mas foi no Basquetebol feminino que o CIF atingiu os maiores êxitos desportivos.
Entre os anos sessenta e finais dos anos noventa, o CIF dominou o Basquetebol feminino em Portugal, como o atestam os dezanove campeonatos regionais, os nove campeonatos de Portugal, as cinco Taças de Portugal, as três Super-Taças e a participação em cinco Taças dos Campeões Europeus.
E isto falando apenas das equipas seniores do CIF, pois nos escalões de formação foram também muitos os títulos conquistados.









